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Deixem as crianças serem crianças

Publicado em 25/09/2016 às 13:34:27

Toda criança chega ao mundo pesquisando. Pesquisa com os sentidos, com o corpo, com as percepções, com as palavras. “Por que? Como? Quando? Onde?”, pergunta. Desde bem pequena ela se revela criadora infinita de perguntas e hipóteses, buscando respostas e compreensão sobre fatos, fenômenos, ações, reações.

Nós, adultos, que estamos em relação com as crianças, precisamos não apenas perceber como acolhemos essas perguntas, mas também como devolvemos as respostas. Com um detalhe: não precisamos saber as respostas de todas as perguntas. Até mesmo porque elas não existem e as que existem estão em processo, sempre. Mas, levando em conta o fato de que as crianças são pesquisadoras natas, em vez de dar “a resposta”, experimente devolver com outra pergunta ou, ainda, com uma sugestão de investigação.

Essas experiências e construções de hipóteses podem ser desenvolvidas na infância através de um método de pesquisa altamente qualificado internacionalmente: brincadeira. Através do brincar a criança constrói suas percepções sobre o mundo e pode então relacioná-las com muitas outras informações.

O astrofísico americano Neil deGrasse Tyson é um grande defensor desta forma de pesquisa espontânea e livre. No vídeo que compartilhamos no final deste post, ele dá dicas para que as crianças se interessem por ciências. Uma delas é contundente: “Saia do caminho delas!”.

Dicas extremamente importantes e que podem interferir diretamente na maneira como nos relacionamos com as crianças e como entendemos sua movimentação pelo espaço, suas observações, seus momentos de quietude e inquietude.

Vamos refletir sobre nossas ações e, em vez de tirar as crianças do caminho natural delas – de pesquisadoras do mundo -, vamos andar juntos e ser parceiros nesta brincadeira muito séria. A resposta para uma pergunta bastante complexa é muito simples: deixem as crianças serem crianças!

Agora, fique com a sabedoria de Neil: